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Monster: A anatomia do mal absoluto e o peso de salvar uma vida

Todas as vidas têm um valor igual.” Essa é a base do juramento médico e o pilar moral da nossa sociedade. Mas e se a vida que você salva hoje com suas próprias mãos se tornar o maior pesadelo da humanidade amanhã?

Em Monster, a obra-prima de Naoki Urasawa, somos apresentados ao brilhante neurocirurgião Kenzo Tenma. Contrariando as ordens do hospital, ele decide operar um menino órfão baleado na cabeça em vez do prefeito da cidade. Ele escolheu seguir sua consciência. Ele escolheu fazer o certo.

O que o Dr. Tenma não sabia era que o menino que ele trouxe de volta à vida era Johan Liebert. E que a sua boa ação havia acabado de soltar um verdadeiro monstro no mundo.

Diferente de vilões clássicos que buscam dinheiro, poder ou vingança, Johan Liebert é aterrorizante porque ele representa o vazio absoluto. Ele é o niilismo encarnado. Com o rosto de um anjo e uma inteligência sobre-humana, ele não suja as próprias mãos. Ele simplesmente entra na mente das pessoas, encontra seus traumas e as manipula até que elas mesmas puxem o gatilho.

O objetivo de Johan não é dominar o mundo. É provar uma tese sombria: a de que, no fundo, todo ser humano é capaz das maiores atrocidades se for empurrado na direção certa. Ele quer ser a última pessoa viva no “fim do mundo”, observando a humanidade destruir a si mesma.

Enquanto Johan é o caos, Tenma é a ordem estilhaçada. O peso da responsabilidade recai inteiramente sobre os ombros do médico. Se ele salvou o monstro, é dever dele matá-lo?

A jornada de Tenma é solitária e agonizante. Ele abandona sua carreira brilhante, pega em uma arma e cruza a Europa caçando seu ex-paciente. O brilhantismo da obra está em testar a moralidade de Tenma a cada episódio. Ele, que dedicou a vida a curar, será capaz de apertar o gatilho e tirar uma vida? A virtude e a ética resistem quando o abismo olha de volta para você?

Monster é um conto de fadas macabro para adultos. Ele nos força a olhar para a escuridão da alma humana e questionar nossas próprias convicções. No fim, a verdadeira monstruosidade na obra de Urasawa não são apenas as ações de Johan, mas a facilidade com que o mal consegue se esconder à vista de todos, muitas vezes atrás de um sorriso gentil.

Para os investigadores e fãs de narrativas densas que desejam ter essa obra-prima na estante, separamos os registros definitivos deste caso:

  1. A Edição Definitiva (Vol. 1): A Panini lançou Monster na cobiçada edição “Kanzenban” (Perfect Edition). O Mangá Monster Kanzenban – Vol. 1 (Capa Dura) é um item obrigatório para quem gosta de Seinen e suspense psicológico. É uma edição de luxo imponente, com capa dura e páginas de alta qualidade, ideal para absorver a arte detalhada de Naoki Urasawa.
  2. A Continuação da Caçada (Vol. 2): Como a trama de Johan e Tenma é altamente viciante, já recomendamos garantir o Mangá Monster Kanzenban – Vol. 2 (Capa Dura) junto com o primeiro. Assim, você não precisa pausar a sua investigação quando o mistério atingir o ápice.

Você teria coragem de apertar o gatilho se fosse o Dr. Tenma, ou tentaria encontrar a redenção no monstro? Deixe o seu relato nos comentários.

Capitão Ed

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por cultura Otaku. Aqui, uso a lógica para decodificar as mensagens ocultas, a filosofia e o simbolismo dos animes. Acredito que toda obra tem um código a ser desvendado.

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