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Frieren e a Jornada para o Além: Tempo, arrependimento e a brevidade da vida

A grande maioria das histórias épicas de fantasia termina exatamente no momento em que o herói derrota o Rei Demônio e o mundo é salvo. O felizes para sempre é garantido. Mas e depois? O que acontece com aqueles que sobrevivem à grande aventura quando a adrenalina acaba e o tempo continua a correr?

É exatamente neste ponto não contado que começa Frieren e a Jornada para o Além. Acompanhamos a maga élfica do grupo de heróis originais, uma criatura com uma expectativa de vida quase infinita. Para Frieren, uma aventura de dez anos salvando o mundo não passou de uma breve fração de segundo. Ela se despede de seus companheiros humanos sem grandes emoções, prometendo vê-los em breve. O problema é que o “em breve” de uma elfa é uma vida inteira para um humano.

O grande gatilho filosófico da obra ocorre quando Frieren retorna décadas depois, apenas para assistir ao enterro do herói Himmel, que morreu de velhice. Diante do caixão, a barreira de apatia da elfa se quebra, e ela chora por um motivo devastador: “Eu não sabia nada sobre ele. Eu nem tentei conhecer.”

A tragédia de Frieren não é a perda em si, mas o arrependimento do tempo desperdiçado. Ela esteve fisicamente ao lado de Himmel por dez anos, mas nunca esteve verdadeiramente presente. Isso nos atinge com uma precisão cirúrgica. É um lembrete doloroso da nossa própria relação com a brevidade da vida. Muitas vezes agimos como elfas, acreditando que teremos tempo infinito para visitar nossos pais, conhecer melhor nossos amigos ou valorizar os pequenos momentos, até que o tempo se esgote.

Carregando o peso desse arrependimento, Frieren embarca em uma nova jornada, agora acompanhada por jovens aprendizes (Fern e Stark). Dessa vez, o objetivo não é derrotar um grande mal, mas refazer os passos do passado para aprender a ser humana.

A beleza do anime está no ritmo. Frieren para em vilarejos por meses apenas para procurar um feitiço que limpa estátuas de bronze ou que cria campos de flores. Para os humanos apressados, isso parece uma perda de tempo. Mas para Frieren, a sua nova forma de honrar a memória de Himmel é exatamente essa: parar para observar. Ela aprende que a jornada não é sobre o destino final, mas sobre as conversas banais na beira da fogueira e o sabor de uma refeição quente após a chuva.

Frieren é uma obra-prima silenciosa que nos desarma sem precisar de grandes discursos. A vida humana passa num piscar de olhos, e o tempo é a única moeda que não podemos recuperar. A verdadeira sabedoria não está em viver para sempre, mas em garantir que, quando o nosso “piscar de olhos” terminar, não tenhamos que chorar pelo que deixamos de viver e por aqueles que não tentamos conhecer de verdade.

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  3. A Aprendiz Prodígio: Se quiser formar a dupla imbatível, a figura Desktop Cute Figure – Fern da marca Taito sai por R$ 273,97. Com os impostos já contabilizados no valor, é uma excelente adição, sempre pronta para dar broncas na sua mestra elfa.

Você se considera alguém que aproveita cada segundo da jornada como Himmel, ou que deixa o tempo passar sem perceber como Frieren? Deixe a sua reflexão nos comentários!

Capitão Ed

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por cultura Otaku. Aqui, uso a lógica para decodificar as mensagens ocultas, a filosofia e o simbolismo dos animes. Acredito que toda obra tem um código a ser desvendado.

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