Na fórmula clássica das histórias de ação, o herói geralmente embarca em sua jornada para alcançar a glória, salvar o mundo de uma grande ameaça ou realizar um sonho impossível. Mas e se o único objetivo do protagonista fosse, simplesmente, garantir que as pessoas ao seu redor tivessem o direito de morrer em paz?
Em Jujutsu Kaisen, obra criada por Gege Akutami, somos jogados em um mundo moderno e impiedoso onde a morte espreita em cada esquina. Através dos olhos do jovem Yuji Itadori, o anime nos convida a uma reflexão desconfortável sobre como lidamos com a nossa própria mortalidade e sobre os monstros invisíveis que criamos todos os dias com as nossas mentes.

O conceito mais fascinante de Jujutsu Kaisen é a origem dos seus vilões. As maldições não são alienígenas ou demônios vindos do inferno; elas são formadas pelo acúmulo das emoções negativas da própria humanidade. O estresse, o luto, o ódio, o medo do fracasso e a inveja que sentimos diariamente vazam e tomam forma física.
Essa é uma metáfora brilhante para a nossa sociedade. Hospitais e escolas costumam ser os lugares com as maldições mais fortes no anime, justamente porque são os locais onde as pessoas mais acumulam arrependimentos e medos. O anime nos diz, de forma literal, que não gerenciar a nossa saúde mental e os nossos ressentimentos acaba criando monstros que devoram a nós mesmos e aos outros.

A bússola moral de Itadori é forjada nas últimas palavras do seu avô: “Ajude os outros… para que você morra cercado de pessoas.” Itadori aceita engolir o dedo do Rei das Maldições, Ryomen Sukuna, e se tornar um Feiticeiro Jujutsu não por glória, mas porque acredita que todos merecem uma “morte correta” (natural e digna), e não um fim brutal nas mãos de uma maldição.
O grande conflito filosófico da obra é que o mundo Jujutsu não permite mortes corretas. É uma profissão onde jovens são forçados a amadurecer rápido demais e onde o fim costuma ser abrupto, injusto e solitário. Itadori é constantemente confrontado com a realidade de que ele não pode salvar a todos, e que tentar ser o herói tem um custo psicológico devastador.

Em contraste com o idealismo do protagonista, temos personagens como Kento Nanami, um ex-assalariado corporativo que voltou a ser feiticeiro. Nanami representa o pragmatismo adulto. Ele odeia horas extras, tanto no escritório quanto caçando maldições, mas faz o seu trabalho porque entende que é o dever dos adultos proteger a juventude.
Em Jujutsu Kaisen, ser forte não significa ser invulnerável ao sofrimento. Significa ter a resiliência de continuar lutando mesmo quando as suas crenças são despedaçadas. A obra nos questiona o tempo todo: como você escolhe viver, sabendo que a morte (a sua e a dos outros) é a única certeza inevitável?
Jujutsu Kaisen é um lembrete visceral de que não podemos controlar o inevitável. A morte chegará para todos, muitas vezes de forma injusta. O que podemos controlar, no entanto, é o que fazemos com o tempo que temos e com a energia que emanamos para o mundo. O verdadeiro exorcismo não se faz com magia, mas com a coragem de transformar as nossas próprias emoções negativas em força para proteger quem está ao nosso lado.

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Acha que o Itadori vai conseguir a sua “morte correta” ou o mundo Jujutsu é cruel demais para finais felizes? Deixe a sua opinião nos comentários!
