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One Punch Man: O Niilismo de Saitama e o Peso da Força Absoluta

Imagine que você treinou tanto, mas tanto, que se tornou a criatura mais forte do universo. Ninguém pode te vencer. Monstros gigantes explodem com um único peteleco seu. Parece o sonho de qualquer herói, certo? Para Saitama, isso é um pesadelo.

One Punch Man é uma paródia genial dos animes de luta, mas no fundo, é um estudo profundo sobre o Niilismo. O que acontece quando o jogo da vida perde a dificuldade e você já zerou tudo? Bem-vindos à crise existencial do Careca de Capa.

Friedrich Nietzsche falava sobre o “Übermensch” (Super-Homem), um ser que superou todas as limitações humanas e criou seus próprios valores. Saitama é, literalmente, esse ser. Ele quebrou seu “limitador” e se tornou um deus entre homens.

Mas o anime nos mostra o efeito colateral disso: o Niilismo Passivo. Como Saitama alcançou o topo, nada mais tem valor. Não existe mais “bem ou mal”, “perigo ou segurança”, apenas o tédio infinito. Ele vive num estado de apatia constante porque a vida perdeu seu tempero principal: o risco. Saitama prova que o “paraíso” de não ter problemas é, na verdade, um inferno psicológico. Sem luta, não há propósito.

Aqui entra o contraste com Genos, o discípulo ciborgue. Genos é o protagonista clássico: sério, busca vingança, quer ficar mais forte. Ele olha para Saitama com admiração, mas não percebe que Saitama inveja a fraqueza dele.

Saitama sente falta de sangrar. Ele sente falta do desespero. A filosofia oculta aqui é que o sentido da vida está na jornada, não no destino. O que nos faz levantar da cama é a incerteza. Quando a incerteza some, a vida vira um domingo monótono e sem fim.

No fim, Saitama nos ensina algo valioso sobre humildade. Mesmo com poder absoluto, ele vive numa simplicidade absurda e muitas vezes deixa outros levarem o crédito por suas vitórias.

Ele continua sendo herói não pela glória, mas para tentar sentir alguma coisa novamente. One Punch Man é hilário e tem cenas de ação incríveis, mas deixa essa reflexão amarga: cuidado com o que você deseja. Ser invencível pode ser a coisa mais chata do mundo.

Para quem quer quebrar o limitador (ou só decorar a caverna), separamos o melhor equipamento disponível:

  1. O Início da Lenda: O anime é incrível, mas a arte de Yusuke Murata no mangá é de outro mundo. O One Punch Man Vol. 1 é barato e obrigatório na estante. As cenas de luta no papel têm um impacto absurdo.
  2. Inspiração Diária: Para manter o foco nos treinos (ou no tédio), nada melhor que esta Placa Decorativa Saitama. Com uma arte incrível do careca em seu traje clássico, ela custa menos que uma promoção de mercado e transforma o visual do seu quarto.
  3. Colecionável de Elite: Se você busca qualidade máxima, esta Figure Genos – Bandai Banpresto é uma obra de arte. Produzida pela Banpresto, ela captura cada detalhe mecânico do ciborgue. Não é brinquedo, é um item de luxo para a sua prateleira.

E você? Preferiria ser invencível e entediado, ou fraco e cheio de desafios? Deixe sua opinião nos comentários!

Capitão Ed

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por cultura Otaku. Aqui, uso a lógica para decodificar as mensagens ocultas, a filosofia e o simbolismo dos animes. Acredito que toda obra tem um código a ser desvendado.

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