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Attack on Titan e o Abismo Moral: Quando o herói se torna o monstro que jurou destruir

A primeira vez que vimos Eren Jaeger, ele era apenas uma criança chorando sobre os escombros de sua casa, jurando exterminar todos os Titãs. Nós choramos com ele. Nós torcemos por ele. Durante anos, Attack on Titan nos enganou, fazendo-nos acreditar que estávamos assistindo à clássica jornada do herói que supera o impossível. Mas Hajime Isayama não estava escrevendo um conto de fadas; ele estava escrevendo um alerta sobre como a radicalização nasce da dor.

A virada de chave da obra não é a descoberta do porão, mas o momento em que percebemos que estamos torcendo pelo vilão. Eren não se tornou o monstro “apesar” de seus traumas, mas por causa deles.

A filosofia de Nietzsche ecoa em cada passo do Estrondo: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro”. Eren olhou tanto para o abismo dos Titãs que o abismo não só olhou de volta, como o possuiu. Para derrotar monstros, ele decidiu que precisava ser o maior de todos eles.

O que torna Eren assustador não é sua maldade, mas sua humanidade. Ele não é um demônio caricato; ele é o resultado lógico de um mundo que prioriza a vingança sobre o perdão. Ao colocar Gabi — uma criança do “inimigo” que é espantosamente parecida com o Eren do início — na nossa frente, o anime nos força a engolir uma pílula amarga: se tivéssemos nascido do outro lado da muralha, nós seríamos os “demônios” que Eren quer matar.

No fim, a “Liberdade” que Eren tanto busca é tóxica. É uma liberdade absoluta que exige o silenciamento de todo o resto do mundo. A obra nos deixa com uma pergunta desconfortável: até onde você iria para ser livre? Vale a pena ser o “Deus do Novo Mundo” se, para isso, você tiver que caminhar sobre uma montanha de cadáveres dos seus inimigos?

A tragédia de Eren Jaeger é a prova de que boas intenções, quando armadas com ódio e poder ilimitado, podem criar o inferno na Terra.

A jornada até aqui foi longa e brutal. Para eternizar essa história, aqui estão os itens de sobrevivência:

  1. O Fim da Guerra: Para quem quer segurar em mãos o peso desse desfecho, o Mangá Attack on Titan Vol. 34 eterniza o último suspiro dessa guerra e traz páginas extras fundamentais.
  2. A Esperança da Humanidade: Você pode contar com a proteção do homem mais forte da humanidade tendo um Funko Pop Levi na sua estante.
  3. A Alegria Perdida: Ou, para quem prefere lembrar dos tempos mais simples, homenagear a nossa garota da batata com a inesquecível Funko Pop Sasha Braus é um ato de carinho necessário.

E você? Acredita que os fins justificaram os meios de Eren, ou ele cruzou uma linha sem volta? Deixe sua opinião nos comentários!

Capitão Ed

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por cultura Otaku. Aqui, uso a lógica para decodificar as mensagens ocultas, a filosofia e o simbolismo dos animes. Acredito que toda obra tem um código a ser desvendado.

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